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Questões desta lista
Questão 1
Esa 2025A Guerra dos Mascates foi um conflito que eclodiu no Nordeste brasileiro, no ano de 1710, no contexto da crise da economia açucareira provocada pela concorrência com a produção dos holandeses nas Antilhas. Sobre esse conflito, é correto afirmar que:
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Resposta: C
A questão remete as revoltas nativistas que ocorreram no contexto do Brasil Colonial, em especial a Guerra dos Mascates. A alternativa [C] é a correta porque descreve com precisão o contexto e os atores envolvidos no conflito: Os comerciantes recifenses (mascates) eram os comerciantes portugueses que controlavam a economia do Recife. Os senhores de engenho de Olinda, aristocratas tradicionais, estavam em decadência devido à crise da economia açucareira. O conflito resultou das tensões econômicas, sociais e políticas entre esses dois grupos, intensificadas pela elevação do Recife à categoria de vila em 1709, o que enfraqueceu o poder político de Olinda. As demais alternativas estão incorretas. [A] Está incorreta porque a dívida era o oposto: os senhores de engenho de Olinda deviam aos comerciantes de Recife. [B] Errada, pois “mascate” era o termo pejorativo para os comerciantes portugueses de Recife, não holandeses. [D] Errada, pois o pedido de elevação do Recife à categoria de vila foi aceito pelo Rei Dom João V em 1709, gerando o conflito. [E] Errada, já que a Coroa Portuguesa interveio no conflito para proteger seus interesses e consolidar o domínio administrativo sobre a região. Gabarito [C].
Questão 2
Ufrgs 2024Leia o trecho a seguir.
No dia 12 de Janeiro de 1616, o capitão Francisco Caldeira Castelo Branco aportou na Baía do Guajará, onde fundou o forte do presépio – núcleo original do que mais tarde se tornaria Belém. Tendo assegurada essa região, restou confrontar os holandeses e, no ano de 1623, Pedro Texeira parte do forte para expulsar os inimigos batavos, cujo último ataque e derrota final ocorreu em 1639 na fortaleza portuguesa de Gurupá. Ainda no século XVII, com a chamada revolta de Cumã (1617), houve um repentino e eficaz levante dos grupos Tupinambás desde a capitania de Cumã, passando por São Luís e chegando até Belém. Nesta ocasião, os nativos se posicionaram contra a recém-instaurada administração colonial lusa no Estado do Maranhão e Grão-Pará, respondendo de forma armada e articulada às tentativas de colonização. Dado o caráter da presença francesa e holandesa baseada em uma economia de trocas e que ao máximo estabelecia feitorias, tanto francos quanto batavos construíram uma relação de escambo cuja demanda por produtos não afetava tão profundamente a dinâmica das populações autóctones. Dessa maneira, havia uma política de aliança e comércio que era na medida do possível harmoniosa entre Tupinambás, franceses, holandeses e ingleses. Estes Tupinambás ainda mantinham em sua memória coletiva a lembrança da exploradora e conflituosa relação com os portugueses. A revolta de Cumã, enquanto uma revolta colonial, se insere justamente nesse contexto: os Tupinambás, que já conheciam os portugueses, passaram a usar ferramentas adquiridas no contato com os colonizadores e se impuseram como o verdadeiro inimigo na empreitada de consolidação do território luso na Amazônia. O início do conflito foi o ataque feito por um grupo de indígenas Tupinambás da região de Cumã que levou a óbito 30 soldados portugueses. A suposta causa do ataque teria sido a descoberta, por parte daqueles indígenas, dos interesses portugueses em escravizar os povos da região que não se submetessem à vassalagem imposta pelos colonizadores ibéricos.
RAMALHO, J. P. G.; RENDEIRO NETO, M.; MALULY, V. S.; e GIL, T. L. Os grupos nativos e a morfologia da conquista na América Portuguesa. Nuevo Mundo Mundos Nuevos. Disponível em: <http://journals.openedition.org/nuevomundo/80168>. Acesso em: 29 jul. 2023.
Com base no texto, assinale a alternativa correta.
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Resposta: D
O texto é muito claro na afirmativa de que os Tupinambás, até por memória dos flagelos sofridos na colonização portuguesa, uniram-se a outros povos para enfrentar Portugal: “(…) a revolta de Cumã, enquanto uma revolta colonial, se insere justamente nesse contexto: os Tupinambás, que já conheciam os portugueses, passaram a usar ferramentas adquiridas no contato com os colonizadores e se impuseram como o verdadeiro inimigo na empreitada de consolidação do território luso na Amazônia (…)”.
Questão 3
Uece 2023Enquanto Tomás Antônio Gonzaga, sob o pseudônimo de Critilo, escrevia as Cartas Chilenas, obra satírica em que criticava a corrupção do governo local, Cláudio Manuel da Costa produzia obras que inauguraram o Arcadismo na Colônia. Esses dois representantes da cultura brasileira foram
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Resposta: C
A atividade econômica ligada a mineração provocou grandes transformações na colônia, entre elas, um crescimento demográfico, surgimento de uma camada intermediária, integrou as regiões, mudança do eixo econômico do Nordeste para o centro da colônia, mudança da capital para a cidade do Rio de Janeiro, criaram inúmeras cidades, surgiu uma cultura brasileira com intelectuais ligados as artes (barroco) e as letras (arcadismo). Intelectuais como Tomás Antônio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa participaram do primeiro movimento visando a independência do Brasil, a Conjuração Mineira de 1789. Gabarito [C].
Questão 4
Esa 2023A busca por riquezas minerais levou os bandeirantes paulistas à exploração dos territórios coloniais de Portugal e Espanha na América do Sul. Com a descoberta do ouro de aluvião em Minas Gerais, no final do século XVII, houve uma verdadeira “corrida do ouro” que evoluiu para um conflito entre portugueses e paulistas que ficou conhecido como:
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Resposta: B
Os bandeirantes paulistas foram em busca do ouro na região central do Brasil no século XVII, na região de Minas Gerais foi encontrado muito ouro. A grande quantidade de metais preciosos atraiu muita gente para as minas gerais, inclusive portugueses, aumentando demasiadamente a população da colônia. Com a chegada de pessoas em minas gerais (chamada de emboabas), ocorreu um conflito entre os bandeirantes paulistas e os emboabas disputando a posse das minas. Os paulistas perderam o conflito e passaram a investir em outras expedições, tais como a monções. Gabarito [B].
Questão 5
Uscs – Medicina 2022A transferência da família real tornou realidade não apenas o propósito político de alguns inconfidentes de Minas, como também contemplou um de seus objetivos econômicos, comum aos inconfidentes da Bahia.
(Luiz Carlos Villalta. 1789-1808: o império luso-brasileiro e os brasis, 2000. Adaptado.)
No texto, exemplificam o “propósito político” e um dos “objetivos econômicos”, respectivamente,
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Resposta: A
O excerto do historiador Luiz Carlos Villalta afirma que a vinda da corte portuguesa para o Brasil em 1808 contemplou dois propósitos da Conjuração Mineira de 1789, um político e outro econômico. O propósito político é a inversão, isto é, o Brasil passou a ser a sede do império português. O propósito econômico remete a Abertura dos Portos de 1808 que eliminou o pacto colonial, ou seja, acabou o monopólio comercial da metrópole, foi o primeiro passo rumo a independência. Gabarito [A].
Questão 6
Upe-ssa 2 2022A restauração de Pernambuco à Coroa portuguesa afetou a organização socioeconômica da capitania, que dará sinais de instabilidade em fins do século XVII e início do seguinte, retratada no conflito que ficou conhecido como a “guerra dos mascates”.
Referência: DA SILVA, Daniel. O Tráfico Transatlântico de Escravos de Pernambuco (1576-1851): Notas de Pesquisa. In: anpec.org.br. p. 03.
As principais motivações desse conflito foram respectivamente
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Resposta: D
A origem da Guerra dos Mascates está ligada a expulsão dos holandeses do Nordeste (1654) e a crise da economia açucareira. Este cenário contribuiu para a decadência da elite açucareira de Olinda que entrou em conflito com Recife que buscava mais autonomia política, ligado ao comércio. Gabarito [D].
Questão 7
Unemat 2022O Brasil, desde origem, é formado por uma pluralidade cultural constituída por Povos Indígenas, posteriormente, por Povos Tradicionais (Quilombolas, Ribeirinhos, Pescadores, Extrativistas etc.) e Estrangeiros (Portugueses, Franceses, etc.). Houve grande miscigenação cultural com o processo colonizatório desde quinhentos, e, com ele, muitas transformações culturais. Modificações insuficientes para dissolver as diferenças culturais ainda existentes atualmente. A permanência dessa densidade cultural (manifestada na linguagem, na pintura corporal, na culinária etc.) associa-se ao processo de resistência à escravidão, servidão e invasão das terras desses Povos por outros. Portanto, mais vinculada à insistência de seus valores e princípios, associados à manutenção de suas culturas e dos recursos advindos da terra, que a uma cordialidade a entregá-las aos (neo)colonizadores de ontem e de hoje. Essa convivência gerou, ainda gera, muita violência pela posse da terra e recursos ambientais, mas também evidenciou, ainda evidencia, um povo criativo, resistente e diferenciado culturalmente, com modos peculiares de usar sustentavelmente os recursos naturais. É preciso com eles aprender.
A partir do texto assinale a alternativa que apresenta, de maneira mais coerente, as questões éticas contemporâneas envolvendo o meio ambiente e os modos diferenciados da existência humana.
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Resposta: A
Diversos povos e identidades contribuíram para a formação da sociedade brasileira, tais como, povos originários, povos tradicionais e imigrantes oriundo de vários lugares do mundo. Desta forma, ocorreu um processo de miscigenação com transformações culturais, porém insuficientes para destruir as diferenças culturais que persistem até hoje. Povos indígenas e Povos tradicionais resistiram ao processo de colonização do homem branco europeu para preservar suas terras e culturas. A resistência de Povos Indígenas e Tradicionais ao processo de (neo)colonização e à defesa dos recursos ambientais em suas terras, desde a origem, aponta para um processo de desenvolvimento do Brasil a partir de sua formação pluricultural e ambientalmente sustentável. Somente a alternativa [A] está correta. As demais alternativas estão incorretas. As diferenças culturais no Brasil não foram dissolvidas. O país não foi formado por apenas um povo. As culturas minoritárias têm muito a ensinar e devem ser respeitadas.
Questão 8
Ufrgs 2022Sobre a resistência indígena à colonização iberoamericana, considere as afirmações abaixo.
I. Os indígenas que ocupavam o território da América Portuguesa recusaram alianças com todos os colonizadores europeus, por considerá-los inimigos.
II. O trabalho forçado e a cobrança de outros tributos dos povos nativos em toda a América Espanhola foram abolidos, a partir da vitória dos indígenas na Revolta de Túpac Amaru.
III. Os indígenas aldeados nos chamados “Sete Povos das Missões” resistiram à entrega de seu território para o domínio português, dando início à chamada “Guerra Guaranítica”.
Quais estão corretas?
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Resposta: C
A questão aponta para a resistência indígena na colonização ibero-americana. As afirmações [I] e [II] estão incorretas. No século XVI, ocorreu no Brasil colonial a união entre os nativos do litoral com os franceses na chamada Confederação dos Tamoios, 1555-1567. A resistência dos nativos do Peru liderada por Túpac Amaru, 1780-1781, contra os colonizadores espanhóis não foi bem sucedida e os índios foram submetidos à servidão. Gabarito [C].
Questão 9
Uece 2022Ocorrido em Vila Rica, hoje Ouro Preto, em 1720, esse movimento teve como uma de suas motivações a proibição do uso de ouro em pó ou em pepitas no comércio local para que o ouro que circulava fosse fundido nas casas de fundição onde seria cobrado o Quinto pela coroa portuguesa. Nesse evento participaram nomes relevantes daquela sociedade, mas somente um membro de menor projeção econômica foi condenado e executado. Sobre o evento citado, é correto afirmar que
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Resposta: B
Pela localização – Vila Rica –, temporalidade – 1720 – e motivação – impostos do ouro – podemos identificar que o enunciado trata da Revolta de Vila Rica ou Revolta de Filipe dos Santos.
Questão 10
Fuvest 2022A revolta dos Malês, ocorrida em Salvador em 1835,
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Resposta: A
A Revolta dos Malês foi organizada por negros – escravizados e libertos – de origem muçulmana. Além de lutarem contra a escravidão, a questão da liberdade religiosa e cultural era objeto dos revoltosos.